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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Por onde anda o Zé Béttio?

Um dos radialistas mais lembrados e queridos do Brasil, Zé Béttio vivia dizendo pra dona de casa jogar água no marido pra ele ir trabalhar, isso às cinco e meia da manhã! Muita gente se acostumou a ouvi-lo pela Rádio Record nos anos 70, em seu programa que tocava exclusivamente música sertaneja de raiz, e sua voz tranquila fez parte da infância de várias pessoas. Ele foi uma espécie de “Silvio Santos do rádio”, um comunicador respeitado e imitado que, com sua simplicidade, cativava a todos.

Zé Béttio nasceu em 1926 e foi sanfoneiro do trio Sertanejos Alegres nos anos 50. Antes disso, porém, foi sapateiro e até jogou futebol no Clube Atlético Linense. No final dos anos 50, depois que os Sertanejos Alegres se desfizeram, ele passou a tocar sanfona num concurso de calouros da Rádio Tupi, e montou o Zé Béttio e Seu Conjunto, fazendo algumas apresentações na Rádio Cometa, com quem gravou seu primeiro disco, em 1958.
O destino fez com que ele substituísse por acaso um locutor que havia faltado na rádio Difusora de Guarulhos. O público gostou de ouvi-lo lendo anúncios, e ele acabou efetivado como locutor, tendo um programa diário de meia hora. Foi em seguida contratado pela Rádio Cometa, e logo se tornou um fenômeno de audiência. No início da década de 70, foi para a Rádio Record, e nesse programa lançou diversos artistas que se tornaram consagrados, como a dupla Milionário e José Rico.
São dessa época os bordões “joga água nele”, “gordo, ô gordo”, o galo cantando, a água na bacia, lembranças que parecem sem sentido, mas que se mantêm vivas na memória afetiva de quem viveu e ouviu o Zé naqueles anos todos. Quem não se lembra de quando começava a música Quem É?, de Aguinaldo Timóteo, e ele respondia “é o Zé Béttio”?
Nos anos 80, ele passou pela Rádio Capital e pela Rádio Gazeta, e acabou voltando para a Record, onde apresentou um programa matinal até 2009, se aposentando em seguida. Ele teve um AVC em 2016, e ainda está se recuperando. Aos 91 anos de idade, mora em seu sítio no interior de São Paulo, e prepara um livro de memórias.
Zé Béttio em fotos mais recentes (Reprodução//Por onde anda o Zé Béttio?/Veja SP)



FONTE: VEJA

sábado, 21 de janeiro de 2017

Morre, aos 69 anos, o compositor de 'Fio de Cabelo', Darci Rossi

Morreu, na manhã desta sexta-feira (20), aos 69 anos, Darci Rossi, autor de sucessos sertanejos como "Fio de Cabelo", gravada por Chitãozinho e Xororó, além de canções eternizadas por outros artistas como João Mineiro e Marciano, Bruno e Marrone e Vitor e Léo. O compositor foi vítima de uma infecção pulmonar e estava internado em um hospital de Valinhos (SP).

A dupla Chitãozinho & Xororó, que está de férias fora do Brasil, lamentou a morte do compositor. Em nota oficial, os cantores afirmaram que Rossi fez parte da vida deles. “É uma daquelas perdas que doem profundamente. Darci fez parte da nossa vida e da nossa história. Nossas orações são para que Deus conforte nossos corações", disse.
Na página oficial da dupla no Facebook, os cantores também fizeram uma homenagem para Rossi e postaram uma foto com o amigo. “Nossos sentimentos aos familiares desse grande amigo e compositor Darci Rossi. Dentre suas mais de 400 canções gravadas, o nosso grande sucesso ‘Fio de Cabelo'. Para sempre em nossos corações”, diz o texto.
O compositor é velado durante a tarde desta sexta-feira no Cemitério Municipal São João Batista, em Valinhos. O enterro está marcado para às 10h deste sábado (21). Em seu currículo, Darci é responsável por sucessos como "60 dias apaixonado”, “A Bailarina”, “As paredes azuis”, “Boteco de esquina” e “Deixei de ser cowboy por ela”.

Rossi era casado com Sonia Maria Rossi e tinha quatro filhos. Em seu perfil no Facebook, a filha do compositor, Lisandra Raquel Rossi, postou uma homenagem ao pai. "Eu sei que enquanto eu estive com ele eu aproveitei muito. Fiz tudo que pude para que ele sempre tivesse orgulho de mim e para não decepcioná-lo e o honrasse com o nome que me deu e como meu pai", disse.